Fratura de maxilar em uma mulher idosa após uma queda domiciliar

Autores

  • Eduardo Caldeira Autor
  • Saulo Duarte Passos Autor
  • Victor Ramos Fernandes Autor
  • Leonam Lima Duarte Autor
  • Washington Ferreira Salles Autor
  • Marcelo Rodrigues da Cunha Autor
  • Patrícia Crepaldi Flaiban Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/awdy4w72

Palavras-chave:

Idosos, Fraturas faciais, Tratamento conservador, Trauma, Maxila

Resumo

As quedas em idosos representam um importante problema de saúde pública e estão frequentemente associadas a fraturas faciais, complicações funcionais e aumento da morbidade e mortalidade. Este relato descreve o caso de uma paciente do sexo feminino, com 89 anos de idade, que sofreu uma queda da própria altura enquanto estava sozinha em sua residência, resultando em trauma facial.

A paciente foi encaminhada ao Serviço de Emergência do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista, onde foi submetida à avaliação clínica, exame físico detalhado, palpação facial, avaliação oftalmológica e tomografia computadorizada de cabeça e pescoço.

Os achados incluíram edema facial significativo, hematoma periorbitário e fratura do osso maxilar envolvendo o seio maxilar, sem deslocamento ósseo. O manejo terapêutico das fraturas faciais em pacientes idosos permanece um tema de debate, especialmente considerando o aumento do risco cirúrgico, a fragilidade óssea e a presença de comorbidades.

Neste caso, optou-se pelo tratamento conservador em virtude da estabilidade dos fragmentos ósseos, ausência de comprometimento funcional significativo e idade avançada da paciente. A evolução clínica foi favorável, com redução progressiva do edema, resolução do hematoma e adequada consolidação óssea, sem sequelas estéticas ou funcionais.

Este caso reforça a importância da avaliação individualizada em pacientes idosos com fraturas faciais, destacando que a decisão entre tratamento cirúrgico e conservador deve considerar não apenas o padrão da fratura, mas também as condições gerais do paciente, os riscos anestésicos e o potencial de recuperação. A abordagem não cirúrgica mostrou-se eficaz, segura e economicamente vantajosa, reduzindo custos hospitalares e evitando complicações cirúrgicas desnecessárias.

Biografia do Autor

  • Eduardo Caldeira

    Maxillofacial Surgery Service, Clinical Hospital, Campo Limpo Paulista,  São Paulo, Brazil; Ambulatory Clinic Zika Virus, University Hospital,  HU/Jundiaí, Medical School, Jundiaí, São Paulo, Brazil; Faculty of Medicine of Itu, CEUNSP, Cruzeiro do Sul University, Itu, São Paulo, Brazil; Faculty of Dental Medicine,  Unifaccamp, Campo Limpo Paulista, São Paulo, Brazil

  • Saulo Duarte Passos

    Ambulatory Clinic Zika Virus, University Hospital,  HU/Jundiaí, Medical School, Jundiaí, São Paulo, Brazil

  • Victor Ramos Fernandes

    Faculty of Medicine of Itu, CEUNSP, Cruzeiro do Sul University, Itu, São Paulo, Brazil; Postgraduate Program in Biomedical Engineering, Universidade Brasil, São Paulo 08230-030, São Paulo, Brazil

  • Leonam Lima Duarte

    Faculty of Medicine of Itu, CEUNSP, Cruzeiro do Sul University, Itu, São Paulo, Brazil

  • Washington Ferreira Salles

    Faculty of Dental Medicine,  Unifaccamp, Campo Limpo Paulista, São Paulo, Brazil

  • Marcelo Rodrigues da Cunha

    Faculty of Medicine of Itu, CEUNSP, Cruzeiro do Sul University, Itu, São Paulo, Brazil

  • Patrícia Crepaldi Flaiban

    Faculty of Dental Medicine,  Unifaccamp, Campo Limpo Paulista, São Paulo, Brazil

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Publicado

07.04.2026

Como Citar

Caldeira, E. ., Passos, S. D., Fernandes, V. R. ., Duarte, L. L. ., Salles, W. F., Cunha, M. R. da, & Flaiban, P. C. (2026). Fratura de maxilar em uma mulher idosa após uma queda domiciliar. Revista Ft, 30(157), 01-09. https://doi.org/10.69849/awdy4w72