Poder e liderança nas organizações contemporâneas: percepção social da autoridade e institucionalização como determinantes da estabilidade organizacional
DOI:
https://doi.org/10.69849/mpd96x52Palavras-chave:
poder, liderança, autoridade institucional, percepção social, estabilidade organizacionalResumo
Este artigo analisa a relação entre poder, liderança e estabilidade organizacional, com enfoque na percepção social da autoridade e na institucionalização do poder nas organizações contemporâneas. Parte-se do problema de que lideranças tecnicamente competentes e eticamente orientadas nem sempre asseguram estabilidade organizacional, enquanto outras conseguem manter autoridade institucional mesmo sem elevado consenso relacional. Assume-se como hipótese que a estabilidade organizacional tende a aumentar quando o poder é institucionalizado por meio de normas, papéis e processos previsíveis, e quando a autoridade é socialmente percebida como legítima. A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza teórica, baseada em revisão bibliográfica narrativa e método dedutivo, articulando contributos da teoria institucional, sociologia das organizações e comportamento organizacional. O procedimento analítico identificou categorias conceptuais como poder, legitimidade, percepção social da autoridade e previsibilidade institucional, integradas num modelo explicativo da estabilidade organizacional. Os resultados indicam que a estabilidade organizacional depende da articulação entre autoridade institucionalizada, consistência decisória e legitimidade social, reduzindo ambiguidades normativas e disputas informais de poder. Conclui-se que poder e liderança constituem dimensões complementares da estabilidade organizacional, sendo a percepção social da autoridade e a institucionalização do poder factores determinantes da coordenação colectiva e da sustentabilidade do desempenho organizacional.
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