Treinamento de força e controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus: efeitos agudos e crônicos – uma revisão da literatura.
DOI:
https://doi.org/10.69849/9tghpg96Palabras clave:
Diabetes mellitus, treinamento de força, exercício resistido, controle glicêmico, sensibilidade à insulinaResumen
O diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia crônica e associada a diversas complicações microvasculares e macrovasculares, representando um importante problema de saúde pública mundial. Entre as estratégias não farmacológicas para o manejo da doença, o exercício físico tem papel central, destacando-se o treinamento de força pelos seus efeitos metabólicos e funcionais. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura científica, os efeitos do treinamento de força no controle glicêmico em indivíduos com diabetes mellitus, considerando adaptações fisiológicas e metabólicas associadas. Trata-se de uma revisão com abordagem sistematizada, conduzida conforme as recomendações do PRISMA, com busca nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e Google Scholar, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram selecionados 28 estudos que atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados demonstraram que o treinamento de força promove redução da glicemia de jejum e da hemoglobina glicada (HbA1c), aumento da sensibilidade à insulina, incremento da massa muscular e redução da gordura corporal. Os efeitos observados estão relacionados a mecanismos como a maior expressão e translocação do transportador GLUT-4, ativação da AMPK e adaptações estruturais no músculo esquelético. Além disso, protocolos com intensidade moderada a alta, frequência de duas a três sessões semanais e duração mínima de 12 semanas apresentaram resultados consistentes. Conclui-se que o treinamento de força constitui uma estratégia eficaz e segura no controle glicêmico de indivíduos com diabetes mellitus, devendo ser incorporado aos programas terapêuticos, embora ainda sejam necessários estudos para padronização dos protocolos de intervenção.
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