Mobilidade global e planejamento imigratório familiar: um modelo preventivo para famílias brasileiras em transferência corporativa para os Estados Unidos
DOI:
https://doi.org/10.69849/tv11b059Palabras clave:
Mobilidade global, Vistos L-1/L-2, Planejamento imigratório familiar, Expatriação corporativa, Famílias transnacionais, Direito de família, Brasil–Estados UnidosResumen
O fenômeno da mobilidade global corporativa alcançou, em 2024, a marca histórica de 304 milhões de migrantes internacionais no mundo, dos quais aproximadamente 2,08 milhões são brasileiros residentes nos Estados Unidos. A transferência de um profissional por sua empresa multinacional a um escritório norte-americano é, na prática, um evento que reconfigura a vida de toda a sua família — e não apenas a do trabalhador. No entanto, o planejamento imigratório tradicional continua tratando esse fenômeno de forma unidimensional, focandose exclusivamente no portador do visto de trabalho. O presente artigo propõe um novo paradigma: o Planejamento Imigratório Familiar Preventivo (PIFP), metodologia multidisciplinar que articula o Direito de Família, o Direito Imigratório norte-americano e a psicologia da expatriação para mapear, antecipadamente, os impactos jurídicos e humanos de uma transferência corporativa sobre cada membro da família. Com base no estudo do regime de vistos L-1/L-2, identificam-se quatro vulnerabilidades estruturais centrais: a dependência migratória absoluta da família em relação ao status do trabalhador; a ruptura da identidade profissional da cônjuge; a separação forçada de filhos que atingem 21 anos; e os riscos jurídicos de dissolução conjugal em contexto transnacional. Para cada uma dessas vulnerabilidades, o artigo propõe estratégias concretas de mitigação, culminando em um modelo de planejamento estruturado em quatro fases.
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