Farmacovigilância e segurança do paciente na farmácia comunitária: fundamentos teóricos e um modelo conceitual auditável para processos, documentação, capacitação e aprendizagem organizacional
DOI:
https://doi.org/10.69849/tvqphr10Palabras clave:
farmacovigilância, segurança do paciente, farmácia comunitária, qualidade, gestão de risco, melhoria contínua, documentação clínicaResumen
A farmácia comunitária opera como ponto final de verificação antes do uso do medicamento pelo paciente, o que desloca para o cotidiano da dispensação e da orientação parte substantiva do risco assistencial. Embora a farmacovigilância seja frequentemente associada à notificação de reações adversas, sua definição contemporânea abrange a detecção, avaliação, compreensão e prevenção de problemas relacionados a medicamentos, incluindo erros de medicação, uso indevido e questões de qualidade. A literatura sobre erros em farmácias comunitárias indica que a ocorrência é real e que a estimativa de taxas varia amplamente conforme o método de identificação, reforçando a necessidade de estratégias estruturadas e comparáveis de prevenção e aprendizagem. As diretrizes internacionais de Boas Práticas em Farmácia estabelecem que o bem-estar do paciente é a primeira preocupação e que deve existir um sistema que permita relatar e obter retorno sobre eventos adversos e outros problemas relacionados ao uso de medicamentos. Este artigo propõe um modelo conceitual auditável, ancorado em padrões internacionais e em ferramentas de autoavaliação de segurança medicamentosa, para orientar a organização de processos, documentação mínima suficiente, capacitação de equipes e ciclos de melhoria contínua em farmácias comunitárias. O modelo é apresentado como arquitetura de governança e rotinas verificáveis, com foco em confiabilidade operacional e redução de variabilidade nos pontos críticos do cuidado.
Referencias
CAMPBELL, Patrick J. et al. Systematic review and meta-analysis of community pharmacy error rates in the USA: 1993–2015. BMJ Open Quality, v. 7, e000193, 2018. DOI: 10.1136/bmjoq-2017-000193.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The importance of pharmacovigilance: safety monitoring of medicinal products. Geneva: World Health Organization, 2002. ISBN 92 4 159015 7.
WORLD HEALTH ORGANIZATION; INTERNATIONAL PHARMACEUTICAL FEDERATION. Joint FIP/WHO guidelines on good pharmacy practice: standards for quality of pharmacy services. In: WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Technical Report Series, No. 961. Geneva: World Health Organization, 2011. Annex 8.
INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES. ISMP Medication Safety Self Assessment® for Community/Ambulatory Pharmacy. Horsham, PA: Institute for Safe Medication Practices, 2017.
ISMP updates its Medication Safety Self Assessment. Reactions, n. 1639, p. 1, 18 feb. 2017.
DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? JAMA, v. 260, n. 12, p. 1743-1748, 1988.
REASON, J. Human error: models and management. BMJ, v. 320, n. 7237, p. 768-770, 2000.
KOHN, L. T.; CORRIGAN, J. M.; DONALDSON, M. S. (eds.). To err is human: building a safer health system. Washington, DC: National Academy Press, 2000. [REF A CONFIRMAR]
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global patient safety action plan 2021–2030. Geneva: World Health Organization, 2021.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 9001:2015 — Quality management systems — Requirements. Geneva: ISO, 2015.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 31000:2018 — Risk management — Guidelines. Geneva: ISO, 2018.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Monique Silva Mello (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
"Os Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0). Esta licença permite que o trabalho seja compartilhado, copiado e adaptado em qualquer suporte ou formato, para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e de publicação inicial nesta revista.
-
Os Autores têm autorização para assumir compromissos contratuais adicionais separadamente, para a distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
-
A revista permite e incentiva os autores a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo de edição e publicação, pois isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado."