Benefícios da medicina hiperbárica na endometriose.

Autores

  • Marcel Simonetti Autor
  • Mariana Benítez Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/qfw0a712

Palavras-chave:

útero, endometriose, inflamação, epigenética, DNA, histonas, medicina hiperbárica, autoimunidade

Resumo

A endometriose é uma doença inflamatória  crônica na qual um tecido semelhante ao  endométrio cresce fora do útero. Ela causa  dor pélvica intensa durante a menstruação e  a relação sexual, podendo levar à  infertilidade ao afetar órgãos como os  ovários e o intestino. O tratamento visa  aliviar os sintomas e, se necessário, realizar  cirurgia. Recentemente, descobriu-se que a  cavidade uterina não é estéril. Nela, assim  como nas trompas de Falópio e nos ovários,  existe uma microbiota muito menos  caracterizada, mais diversa e menos densa  do que a microbiota vaginal, porém  igualmente ativa. A oxigenoterapia  hiperbárica pode ser uma ferramenta  terapêutica para reduzir a endometriose e a  inflamação crônica ou doença inflamatória  pélvica, o que também tem um impacto  positivo na fertilidade. 

Os testes epigenéticos na endometriose  analisam modificações na metilação do DNA  e nas histonas, sem alterar a sequência  genética, para identificar alterações  funcionais em genes que desencadeiam  inflamação e autoimunidade. Isso oferece  potencial para diagnóstico e tratamento  personalizados. A endometriose é uma  condição na qual a regulação epigenética  defeituosa altera a função das células  imunes, levando à ativação inflamatória  persistente.

Biografia do Autor

  • Marcel Simonetti

    Cirurgião Bucomaxilofacial - Mestre em Medicina  Hiperbárica - Epigenética.  email: marcesim777@gmail.com

  • Mariana Benítez

    Cirurgiã Bucomaxilofacial - Mestre em Medicina  Hiperbárica - Epigenética.
    Email: marianaben151@gmail.com

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Publicado

10.04.2026

Como Citar

Simonetti, M. ., & Benítez, M. . (2026). Benefícios da medicina hiperbárica na endometriose. Revista Ft, 30(157), 01-06. https://doi.org/10.69849/qfw0a712