Segurança materna e repercussões fetais associadas ao uso de fármacos no manejo da pré-eclâmpsia
DOI:
https://doi.org/10.69849/rjmedf56Palavras-chave:
Pré-natal, Gestantes, Distúrbios hipertensivosResumo
Introdução: A pré-eclâmpsia é uma das principais complicações hipertensivas da gestação e representa importante problema de saúde pública devido aos riscos que oferece tanto para a mãe quanto para o feto. A condição geralmente se manifesta após a 20ª semana de gestação e caracteriza-se pelo aumento da pressão arterial, podendo estar associada à proteinúria e a alterações em diferentes órgãos maternos. Nesse contexto, o uso de fármacos no manejo da pré-eclâmpsia torna-se essencial para o controle da pressão arterial materna e para a prevenção de complicações graves, sendo fundamental avaliar a segurança materna e os possíveis efeitos desses medicamentos sobre o desenvolvimento fetal. Objetivos: Analisar a segurança materna e as possíveis repercussões fetais associadas ao uso de fármacos no manejo da pré-eclâmpsia. Como objetivos específicos, busca-se discutir os principais medicamentos utilizados no tratamento da condição, avaliar seus efeitos na redução das complicações maternas e analisar suas possíveis implicações para os desfechos fetais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada com o objetivo de reunir e analisar evidências científicas sobre o uso de fármacos no manejo da pré-eclâmpsia e suas repercussões maternas e fetais. A busca foi realizada nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram utilizados descritores provenientes dos vocabulários MeSH e DeCS, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, que abordassem a temática proposta. Resultados e discussão: Os estudos analisados evidenciaram que a pré-eclâmpsia acomete aproximadamente 5% a 8% das gestações e está associada a importantes complicações maternas e perinatais. O manejo clínico adequado, com monitoramento da pressão arterial e uso de fármacos como anti-hipertensivos e sulfato de magnésio, demonstrou contribuir significativamente para a prevenção de complicações graves, como eclâmpsia e síndrome HELLP. Conclusão: Conclui-se que o manejo adequado da pré-eclâmpsia, especialmente por meio do uso seguro de fármacos e do acompanhamento clínico rigoroso, desempenha papel fundamental na redução das complicações maternas e fetais.
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