A Viabilidade do Emprego do Cão de Trabalho Policial em Ambientes Contaminados com Compostos Lacrimogêneos CS e OC

Autores/as

  • Jônatas Torres da Silva Universidade Estadual do Amazonas – AM – Brasil Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.69849/dpe08c23

Palabras clave:

Cão de trabalho policial, gás lacrimogêneo, Capsaicina

Resumen

O presente trabalho tem o intuito de verificar a viabilidade do emprego do cão de trabalho policial em ambientes contaminados com compostos lacrimogêneos CS (Clorobensilidenemalononitrila) e OC (Oleoresin Capsicum). A metodologia utilizada na pesquisa foi a revisão de literatura, através da análise de livros e artigos científicos de diversos autores, dentre os quais é possível destacar: Robert Eden (2018), David R. Miller (2021) e M. S. Cruz (2024). Nesse contexto, procurou-se identificar os efeitos fisiológicos dos compostos químicos CS e OC nos seres humanos e nos cães, analisando se as eventuais implicações nos animais são expressivas o suficiente ao ponto de comprometerem sua capacidade operativa. Os estudos revelaram que com relação ao gás lacrimogêneo CS, os cães, por razões naturais, sofrem efeitos mais amenos se comparados com os gerados em seres humanos. Ao examinar o composto OC, entretanto, ficou evidente que os cães têm seus sentidos comprometidos pelo desconforto gerado, afetando, portanto, sua eficiência nas tarefas desempenhadas. Diante desse cenário e partindo da premissa que um dos fundamentos básicos que norteiam o preparo e emprego do cão de trabalho é o respeito a saúde e ao bem-estar animal, é imperativo o debate sobre a existência ou não de contraindicações no aproveitamento dos atributos físicos do cão em ocorrências cuja probabilidade de emprego dos agentes CS e OC seja alta.  

Referencias

AMORIM, Nayane; SILVA, Raquel; PAIVA, Denis; SILVA, Maria Gorreti. Química e Armas Não Letais: Gás Lacrimogêneo em Foco. Quím. nova esc, São Paulo, Vol. 37, n° 2, p. 88-92, maio 2015.

BBC BRASIL; Por que o gás lacrimogêneo é usado para dispersar protestos mas é proibido nas guerras?. BBC Brasil, 2017. Disponível em < https://www.bbc.com/portuguese/geral-39769312> Acesso em: 20 de nov. 2024.

BETINI, E. M.; DUARTE, C. T. S. Uso Diferenciado da Força. Curso de UDF, São Paulo, Vol. 1, Ícone Ed. Ltda, 2013.

BROOM, Molento. Bem-estar animal: conceito e questões relacionadas. Archives of Veterinary Science, Vol. 9, n° 2, p. 1-11, 2004.

BROOM, Molento. Medicina veterinária e bem-estar animal. Revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária e Zootecnia, Brasília, Vol. 28/29, p. 15-20, 2003.

CABRAL, Francisco; SAVALLI, Carine. Sobre a relação humano-cão. Scielo Brasil, 2020. Disponível em: Acesso em: 22 de nov. 2024.

CARTHY, C. R. M.; GLEESON, T. T.; MOORE, M. A. Animal Behavior in Response to Chemical Stressors: A Review. Journal of Applied Animal Welfare Science, Vol. 18, n. 3, p. 239-250, 2015.

CASTRO, Mariana; Meu cachorro pode tomar banho com shampoo de gente?. Itpet, 2020. Disponível em Acesso em: 19 de nov. 2024.

COLASSO, Camila; AZEVEDO, Fausto. Riscos da utilização de armas químicas. Parte II – Aspectos toxicológicos. Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, São Paulo, Vol. 5, n° 1, p. 7-47, fevereiro 2012.

COUTO, M.S.H. Munições não letais. Revista Magnum, São Paulo, Vol. 13, p. 54-6, 2013. Security.

CRUZ, M. S.; DORNBUSCH, P. T. Effects of orthochlorobenzalmalononitrile on horses used in Public Scielo Brasil, 2022. Disponível em: Acesso em: 11 de nov. 2024.

EDEN, Robert. Effects of Chemical Munitions on the Police K9. Policek9, 2018. Disponível em: Acesso em: 10 de nov. 2024.

FRANÇA, Tanos; SILVA, Gustavo; DE CASTRO, Alexandre. Defesa química: uma nova disciplina no ensino de química. Revista Virtual de Química, Rio de Janeiro, Vol. 2, n° 2, p. 84-104, outubro 2010.

HARRIS, M. et al. Protective Gear for Working Dogs: Innovations and Challenges. Veterinary Safety Journal, v. 15, n. 4, p. 89-102, 2018.

HERBERT, D. B. Armas não letais das aplicações táticas às estratégicas. Military Review, Kansas, Vol. 81, p. 47-53, 2001.

JONES, C. L. Understanding the Canine Olfactory System: Implications for Research and Training. American Journal of Veterinary Research, Vol. 23, n.7, p. 2334, 2018.

MICHAEL, Geary. Comparative Analysis of Canine and Human Response to

Chemical Agents. Veterinary Safety Journal, v. 19, n. 9, p. 49-79, 2021.

MILLER, David. Acute Exposure Guideline Levels for Selected Airborne Chemicals Volume 16. Disponível em: Acesso em: 22 de nov. 2024.

MASSABNI, Antônio Carlos. Capsaicina da pimenta para usos terapêuticos. Disponível em: Acesso em: 14 de nov. 2024.

MORETTI, A. et al. Effects of Tear Gas on Animal Psychology and Physiology. Journal of the American Veterinary Medical Association, Vol. 13, n. 2, p. 123-135, 2022.

PALHARES, B. Os perigos do gás lacrimogêneo. Tese (Doutorado), UNICAMP, Campinas, 2004.

PORTAL UOL. Soldado que borrifou spray de pimenta em cão na Rocinha é absolvido pela PM do Rio. Portal UOL, 2012. Disponível em Acesso em: 22 de nov. 2024.

SUTHERLAND, L. A.; LEACH, M. C.; SILVESTER, J. G. Species Sensitivity to Chemical Agents: Implications for Animal Welfare and Human Health. Environmental Toxicology and Chemistry, Vol. 27, n. 5, p. 962-968, 2008.

Publicado

2026-02-25

Cómo citar

Silva, J. T. da. (2026). A Viabilidade do Emprego do Cão de Trabalho Policial em Ambientes Contaminados com Compostos Lacrimogêneos CS e OC. Revista Ft, 30(155), 01-18. https://doi.org/10.69849/dpe08c23